[RaRO—CLUB]
SE VOCÊ DORME CEDO, IGNORA.
De fora, é só um colchete.
[A CASA]
Ninguém será avisado.
Casa noturna de alto padrão da Raro, em Belo Horizonte.
Abre esporadicamente, em datas escolhidas.
Uma parede inteira de vidro é o ponto alto da casa.
[A ENTRADA]
O endereço está ali
o tempo todo.
A casa só nunca disse.
Quem descobre, descobriu porque foi atrás — e conta pra alguém.
[A FESTA]
O Raro Club não convida.
A festa ocupa.
Quem age é a festa. A casa é o lugar.
Aquela edição não existe em nenhum outro lugar.
[ART. 17]
A festa não acaba
antes de o sol nascer.
Não é força de expressão. A melhor parte é quando amanhece —
e é isso que separa uma noite aqui de uma noite em qualquer outro lugar.
A lista não é pública. — ART. 6º
[O REGULAMENTO]
ART. 4º
O endereço não consta neste documento.
ART. 19
É vedado perguntar onde é.
ART. 9º
A casa não confirma nem desmente.
ART. 1º
É vedado perguntar que horas acaba.
ART. 16
Não há previsão de encerramento.
ART. 17
Acaba quando o sol nasce. Não é força de expressão.
ART. 21
O que acontece depois das seis não vai no cartaz.
ART. 11
Quem sai antes das cinco não estava aqui.
ART. 12
A portaria não aceita recurso.
ART. 6º
A lista não é pública.
ART. 10
Ninguém será convidado duas vezes.
ART. 2º
É vedado justificar a presença.
ART. 8º
É vedado perguntar quem toca.
ART. 14
Não haverá contagem regressiva.
ART. 5º
A casa não explica.
ART. 3º
Ninguém será avisado.
ART. 13
Perguntar não antecipa nada.
ART. 18
A ausência de informação não constitui erro.
ART. 22 — Este documento não será publicado na íntegra.
[ART. 6º] — A LISTA NÃO É PÚBLICA.